Educação

Para rir e pensar

Atenção: Isso não ocorre somente na Califórnia. Concorda????

MENSAGEM CRIATIVA DE UMA ESCOLA DA CALIFÓRNIA

Esta é a mensagem que os professores de uma escola da Califórnia decidiram gravar na secretária eletrônica.
A escola cobra responsabilidade dos alunos e dos pais perante as faltas e trabalhos de casa e, por isso, ela e os professores estão sendo processados por pais que querem que seus filhos sejam aprovados mesmo com muitas faltas e sem fazer os trabalhos escolares.

Eis a mensagem gravada:

- Olá! Para que possamos ajudá-lo, por favor, ouça todas as opções:
- Para mentir sobre o motivo das faltas do seu filho – tecle 1.
- Para dar uma desculpa por seu filho não ter feito o trabalho de casa – tecle 2.
- Para se queixar sobre o que nós fazemos – tecle 3.
- Para insultar os professores – tecle 4.
- Para saber por que não foi informado sobre o que consta no boletim do seu filho ou em diversos documentos que lhe enviamos – tecle 5.
- Se quiser que criemos o seu filho – tecle 6.
- Se quiser agarrar, esbofetear ou agredir alguém – tecle 7.
- Para pedir um professor novo pela terceira vez este ano – tecle 8.
- Para se queixar do transporte escolar – tecle 9.
- Para se queixar da alimentação fornecida pela escola – tecle 0.
- Mas se você já compreendeu que este é um mundo real e que seu filho deve ser responsabilizado pelo próprio comportamento, pelo seu trabalho na aula, pelas tarefas de casa, e que a culpa da falta de esforço do seu filho não é culpa do professor, desligue e tenha um bom dia!”

REPASSE PRA UM AMIGO PROFESSOR OU PROFESSORA DE SUA LISTA,
PODE SER QUE QUEIRA FAZER A MESMA COISA QUE A ESCOLA DA CALIFÓRNIA FEZ.

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Educar para a sensibilidade

João Alfredo Carrara

“A primeira tarefa da Educação é aprender a enxergar.”

Essa frase de Rubem Alves nos leva a refletir sobre a nossa existência no mundo da Educação. Não estamos nele por acaso. E nos faz pensar também sobre o que ensinamos.

É preciso repensar nossa prática pedagógica. É preciso que passemos por uma verdadeira metamorfose, desaprendendo o que se tinha aprendido para apropriar-se do novo. Mas o que é o novo?

Falta, infelizmente, por parte de muitos educadores, a arte da sedução pedagógica – falta o reencontro consigo mesmo; falta sonhar e possibilitar que o aprendiz sonhe. Falta despertar(-se) para o desejo de aprender e de ensinar; falta invadir o mundo da imaginação e da magia – é com a magia da educação que criaremos pessoas com sentimentos; crianças mais dóceis, menos violentas, capazes de construir um mundo melhor, com mais prazer. Adultos, mas sempre crianças.

Surgem, então, outros questionamentos: A nossa Educação é movida pelo afeto? Onde buscá-lo? Não estariam escondidos nos contos infantis, na expressão das crianças que pedem a repetição das mesmas histórias…

Essa questão dos contos de fada em função da sua natureza simbólica é extremamente importante. É através deles que a criança coloca-se na posição de cada personagem, percebendo-se enquanto agente, sentindo-se num mundo real, mesmo que simbolicamente.

É fundamental resgatar o gosto pela leitura, ler para as crianças, abrir as portas da biblioteca, fazer o aluno sentir felicidade ao encontrar-se com um livro. Cabe, a nós educadores, oferecer-lhes o melhor cardápio, uma vez que a criança está faminta para aprender e tem uma capacidade enorme de assimilação.

Para que a escola se renove e crie oportunidades para o encontro com o novo, é preciso armar-se de beleza e arte, abrindo as janelas ao aprendizado íntegro, conciso, sólido.

Cabe à escola lembrar que o que fica é o residual, a essência. Na maioria das vezes, no entanto, ela é invadida pela burocracia e se esquece desses elementos emocionais.

Exigimos sempre dos nossos alunos aquilo que nem sempre temos a capacidade de exigir de nós mesmos, porque esquecemos que a mente inteligente aprende a esquecer aquilo que aprendeu; ela guarda a vivência, a essência, a experiência. O aprendizado não colocado nos livros é o que fica guardado para sempre. O que é importante reter na vida são as trocas e as relações que estabelecemos entre as coisas, os fenômenos e as pessoas.

Vê-se, então, que o papel do educador, enquanto facilitador e mediador das relações que o aprendiz estabelece, está no criar situações para que os alunos consolidem essas trocas, servindo-se da competência intelectual responsável; de um conhecimento fluido, instável e renovador; do despertar para a criticidade, a partilha e para a capacidade de ouvir, de aprender a tolerar, de compromisso com a simplicidade voluntária e com a paz e o resgate dos valores humanizadores, éticos e morais.

Sabemos que o educador não tem de ser um campeão, mas devemos nos esforçar para ver nosso aluno no pódio. Ele só chegará lá se tiver condições para o aprendizado, se for ouvido no que tem a dizer, se puder colocar para fora suas experiências vividas.

Somente com esse novo olhar para o que é novo, com sensibilidade e prazer, nós, educadores, chegaremos aos grandes mananciais da aprendizagem.

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