As Revoluções Industriais – As Aventuras de um Júri Simulado

Por: Maria da Penha Ferreira de Assis – mãe do João Vítor e da Marina

A Escola Officina do Saber sempre prima por uma Educação de excelência. Aquela que rompe, literalmente, os portões da Escola e lança “os meninos” no ‘ turbilhão efervescente da vida’, além dos bancos escolares.
Então, ao tomar conhecimento que o professor de Geografia, Agizano Mald, preparava, junto com os alunos do 8º ano, um Júri Simulado cujo tema era As Revoluções Industriais, para condená-la ou absolvê-la, eu já sabia: teríamos um trabalho instigante, desafiador e muito enriquecedor pela frente. Aliás, há um tempo, já participei de um Júri semelhante a este, como Testemunha de defesa do Brasil.
No entanto, o que vimos e vivemos, ontem, dia 21 de agosto de 2013, no Fórum da cidade superou e extrapolou, em muito, todas as expectativas: adolescentes trajados, adequadamente, para a situação “formal” de que participariam, portando seus “net ou notebook”. Professores, pais e convidados (alunos do Curso de Comunicação Aplicada da Escola Estadual “Emília Esteves Marques”) e as testemunhas, escolhidas “a dedo”, pelos dois lados (Promotoria e Defesa). Todos ansiosos à espera do início do ritual do Júri.
A exposição da “Promotoria” deixou a audiência encantada, alguns disseram: como pode se saber tanto com tão pouca idade? A “Defensoria” apresentou dados que convenceram o Corpo de Jurados. Resultado: As Indústrias foram absolvidas por cinco votos a dois.
Diante do resultado, hão de se perguntar alguns: Por que elogiar tanto um modelo de atividade em que estive presente por duas vezes e perdi. Quando testemunhei a favor do Brasil, perdemos. Ontem, no papel de mãe de uma das “Promotoras”, perdemos de novo.
Sinceramente, olhar para minha filhota e os seus companheiros, companheiros, no sentido literal da palavra e vir a tristeza e a decepção no olhar deles deixou um travo amargo na boca. Mas, por pouquíssimos minutos, pois, precisávamos cumprimentar e respeitar os méritos dos vencedores. Conforme já nos ensinou o grande Guimarães Rosa “A vida é assim, ora esquenta, ora esfria, não se pode ganhar sempre.”
E, como educadora, a mim, nesses eventos, não se importaram só os resultados. O conhecimento adquirido por meus dois filhos nessas experiências, juntamente com todos os demais presentes, é motivo de eu pensar que o Professor e a Escola estão no caminho certo.
Portanto, parabenizo o professor Agizano pela oportunidade de fazer a minha filha e demais alunos aprenderem para a vida. Em uma situação real de interlocução com o outro, desempenhado papéis sociais muito significativos para a formação deles e, por que não, nossa, como verdadeiros seres humanos: questionadores, pesquisadores, reivindicadores e respeitosos com os sentimentos e direitos dos outros.
A aula ministrada, ontem, naquele Fórum, ficará para sempre em nossas memórias, quem lá esteve não será mais o mesmo, pois, a aventura do conhecimento vivenciado invadiu-nos o cérebro, todo o corpo e o coração.

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